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Giraléxico

11/03/2009

A vida sempre foi en dedans. Nunca, por obséquio, foi en dehors. Se escapa à regra é porque, por ventura, regojizou-se  com um mal menor. Não é assim ampla, vasta, límpida. É na verdade deveras hermética, obscura, falácia embrenhada na cultura de todos os dias.

Metamorfoseia, cristalina, em crisálida da mão esquálida que pede, que abençoa e ainda beija. Mas não faz sentido! Que recurso lingüístico na falta de um abscesso! Não é possível que faça tamanho sucesso essa falta ilógica de lógos discursível! Far-se-ia imprevisível essa parca filologia. De fato marca certa agonia e é tão assim, sem psiquê.

Por quê? Por quê? Por quê? A pergunta não vai calar. E não adiantará espernear em um céu sem modos, de jargão técnico tão desprezível! Em alemão, russo ou árabe, de toda maneira intraduzível! É ainda pior que neologismo e de que empréstimo estrangeiro. Suja a rima feito olho com cisco, rude métrica, chulo até em bombardeio.

Humpf, o mundo é mesmo tão blasé! Não vejo mais nenhum prazer em discursar o sem-sentido, o psicodélico vivido em cada trama. O grand finale acaba mesmo é por apagar a chama da minha vontade de cantar.

Um comentário

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