
Leve.
11/22/2009Arcadas de luz sempre foram de existência sutil. Limiar, diáfana, etérea e pueril lembrança de momento pudico. Rico, sorrio sempre na ponta da imensidão vasta dos toques termitentes, sem escapar a lágrima, nem o sorriso inocente. Não é o vento nem a beleza, é em verdade muitas vezes a tristeza inconseqüente, indolente e adocicada. Saudade.
Domada vaidade. Enganada em princípios discordantes das tardes escaldantes, nunca dantes exploradas. Fadiga só de se tocar na palavra angustiante do fracasso entediante repetitivo no convívio daqueles que nunca alcançaram a vitória. Chora a glória dos pequenos sonhos partidos na solidão optativa, na solidão como ascensão [espiritual], na solidão da profissão de se injuriar tecnicamente. É como uma patente alternativa da catarse maldita e infecunda.
Mas não se pode atingir alma, comenta a foto da menina emocionada com a tragédia dos revérberos dos raios, nas folhas decíduas das matas do consciente agudo e coletivo, absolutamente introspectivo. Leva pluma leve, voa e desliza sob esses campos sempiternos e inalcançáveis do gosto amargo da memória. Transborda a borda de um novo conhecido desalento. Lamento a sorte desses dias frugais, mas ainda assim lascivos e confusos do esperado acontecer. Mas não se decorrem assim os dias.
Nunca se é como planejado – pensaram. O cruel é que não é falácia apresentada, ensaiada nos dramas frívolos do cotidiano mundano mortal. Mas é mesmo irracional pensar tão grande em uma chance assim tão pequenina, tão frágil sob palma desajeitada. Muda a alma com um sopro de cuidado e destreza. A delicadeza do triste lembrar nos palcos das páginas passadas.



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