
Excertos d’Aurora
11/21/2010Excertos d’Aurora
Cerram-me os olhos beatíficas ilusões
De alma libertada que cansada se esvai
E que se perdeu em eflúvias emanações
A lágrima índiga chamada orvalho, bendita
Cai nos meus olhos conspurcados de linfa
.
Riscado no chão um sorriso milenar de lua
Reverbera seus reflexos argênteos, em findo
Júbilo súbito que revigora os seres inglórios
Tombados contemplam o firmamento, tinindo
Por merencória desgraça e confiança velada
Nos cosmos que se deita, campo de sonho
Expande-se qual afluxo de um verbo justo
Desvelo múteo entre a crisálida e os ares
.
Um roçar de asas, cuidadoso e mui terno
Oscula-me as têmporas, gélidas alcovas
Do pensamento acrisolado que voará
Longe da poeira do triste longo inverno
Debalde seus flocos e a sede constante
Nímbea é a fronte dos que daqui saem
E gravitam os pés livres no sempiterno
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- Escute a trilha sonora: Beethoven, Moonlight Sonata (Youtube);


