Posts de setembro \10\UTC 2011

h1

Prelúdio

09/10/2011

Eis que me encontro, sustenido ainda o suspiro, em longas exortações às notas dos mais variados tons. Vários reverberam em minhas têmporas tal qual o mais alto clarão, apontando-me o índex e revelando-me as mais profundas revelações.

Será assim, como inspirar de súbito, neonato, o acordar para a vida? Tombar em transe hipnótico, ou, antes do menor ademais, deixá-lo? Sim, o descerrar súbito, terrível, apavorado, nas reminiscências de meus alvitres sanguineoláceos, descontrolados, escapando-me pelas minudências de prazeres tão egoisticamente vis, descompassados.

Desintegram-se, fundem-se, esvaem-se… A destra tomba, trêmula, e então flutua, de súbito. Ascende às correntes de mais fino ar. E o que são essas plantas mudas a questionar-me com o silêncio? Perscrutam-me a alma e aquiescem, em um leve balanço. Compreendem-me com um sorriso invisível. Esses verdes, essas minhas tão minúsculas partículas, são todos oriundos do mesmo vórtex vertiginoso, todos sentenciados à mesma sina final. O que somos? O que há de mais especial em cada semblante, em cada persona que vestimos?

Indelevelmente caminhamos, caminhamos… Este não é o adeus, amigos. É o começo, apenas o começo.

  • Debussy, incontestavelmente aquele que ainda me traz muitas surpresas, Debussy - Masques.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.