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- Período de 1660-1700.
- Veja mais sobre esse período em A Dança Clássica e Fábulas de La Fontaine.
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O período posterior ao puritanismo é marcado por rápidas mudanças, seguindo a restauração de Charles II na Inglaterra e a ascensão de Louis XIV na França. Se no momento anterior havia sido buscada uma suavização da rigidez do período elizabethiano, este é visto como uma transição total para livre expressão na moda. Fitas, bordados, babados e plumas envoltas em uma elegância inteligente. A silhueta é marcada pela cintura baixa, e como dito anteriormente, pelo uso de perucas como característica do traje masculino. Na cortem usava-se principalmente vermelho, azul, amarelo e verde em cetim ou veludo.

O traje masculino era marcado pela peruca, em grandes cachos que caíam até os ombros. O rosto era completamente barbeado, deixando-se apenas uma linha de bigode se assim fosse escolhido. No pescoço, o colarinho foi substituído por um lenço (jabot). As bermudas sofreram grande expansão horizontal (dando a impressão de uma saia), caindo até os joelhos e terminando em babados, fitas ou laços (cannon) – as botas foram substituídas por sapatos de baixo salto. As camisas possuíam mangas compridas e com babado, que era deixado à mostra. O traje também era marcado pelo casaco, que poderia ser alongado até o joelho ou marcado na cintura baixa por um cinto. Sob o casaco, utilizava-se um colete, que poderia ser do mesmo comprimento ou permanecer acima do joelho. Esse conjunto deixava muito pouco da bermuda visível. Na parte inferior, além das bermudas, eram utilizadas meias de cores variadas para a impressão de pernas mais longas. O traje masculino ainda envolvia o baldric, uma espécie de faixa que atravessava o corpo de um ombro até a cintura para segurar a espada e mostrar status, sendo substituída pelo cinto de espada em 1680.


O traje feminino é marcado pela cintura baixa, a expansão no volume dos ombros e pelas mangas que terminavam abaixo do cotovelo. O decote foi baixado, deixando os ombros expostos.
O cabelo caía graciosamente em cachos até o ombro, sendo repartidos até o meio até 1690, quando linhas de cachos eram empilhadas sobre a testa. Essa tendência do final do século XVII envolvia o fontage, uma espécie de chapéu com babados de rendas verticais ao lado do cabelo. O período começa com uma peça única de cor uniforme na saia ou por uma sobressaia repartida, que mostrava uma anágua ricamente bordada. A partir de 1680, entrou em moda o manteau, que não possuía um corpete e uma saia separada, mas constituía-se de uma peça que vinha dos ombros até o chão, fechando o decote dos ombros mantido anteriormente, e mantendo uma sobressaia recolhida da parte frontal por laços e fitas, que eram agrupados nas costas por sobre uma anágua de tafetá. O manteau era feito de um único comprimento que mostrava a posição social da dama, e a saia que se mantinha por baixo mostrava novos efeitos de tecido que substituíram as cores saturadas em cetim da metade do século.

























com muitos chapéus de abas largas e plumas. Os cabelos eram deixados até o ombro, deixando-se grandes cachos a partir dos 1630 até 1640, culminando no uso de perucas na década de 1660. O traje masculino gradualmente abandona as mangueiras (tipo de meia-calça) e adota as bermudas, caracterizando-se também pelos punhos marcados e pelos colarinhos mais soltos, caindo em rendas. O comprimento das botas ia até o joelho, acompanhadas de meias que terminavam em granes laços e rendas. No começo do século XVII, homens e mulheres elegantes podiam optar pelo uso de sapatos com um pequeno salto, com um tipo de laço ou enfeite colocado sob o peito do pé.
Quanto ao traje feminino, este era sobrepujado pelo masculino. Os cabelos das damas eram usados com uma armação para cima, tendo abaixado lentamente com a progressão do barroco, como veremos posteriormente. A roupa constituía-se da camisa de linho, do corpete, decorado com um painel que se estendia desde o decote até a cintura, do manto, da saia e sobressaia. Eram utilizadas até oito anáguas, sustentadas no farthingale. Os pulsos eram utilizados em combinação com o colarinho, se manteve rígido (ruff) por muito tempo na Espanha e na Holanda, sendo utilizado mais livremente e com mais caimento em outros países.





arame) e do desaparecimento do codipiece.
As mulheres usavam os cabelos afastados da orelha, escovados para trás. A moda era ter cabelos louros ou ruivos, e muitas mulheres os clareavam ou tingiam, e muitas usavam perucas naquela época. O ideal de beleza era transparecido por silhuetas longas – cintura, pernas e cabeças longas e pequenas eram apreciadas. Quanto ao traje feminino, as mangas em estilo trombeta desaparecem. A ênfase estava nos ombros de altura e largura altas, sendo uma tendência as fileiras de alças nos ombros com forros contrastantes. Os corpetes franceses, espanhóis e ingleses eram rígidos, em forma de cone (V), usados sobre os espartilhos. As blusas de gola alta eram utilizadas junto com o rufo. Os vestidos possuíam mangas atadas, entrando em moda no final do século as mangas extremamente longas. As saias eram abertas na frente, mostrando uma anágua em ricos bordados que muitas vezes acompanhavam as magas. A roupa de baixo ainda era composta de uma camisa de linho ou avental. As mulheres ainda usavam um espartilho e um farthingale ou outro tipo de suporte para dar forma às saias.









Durante o século XVI, o Nordeste da Europa e as Ilhas Britânicas passam por uma curta era glacial que desencadeou uma estrutura de várias camadas de tecido nas roupas, como também ornamentos, tecidos pesados, cortes especializados e guarnições para que os indivíduos pudessem ser devidamente protegidos das baixas temperaturas. As linhas estreitas do período medieval são substituídas por silhuetas amplas, acompanhadas de um cuidado às mangas, com guarnições de forro e pele. Essa silhueta se mostrava cônica para as mulheres, com vestidos marcados à cintura, e se mostrava larga para os homens, principalmente na área dos ombros.
quadrada, com ênfase no ombro obtida através de golas e mangas largas. O traje era constituído por, basicamente, uma camisa de linho (chemise), um gibão, que deixava à mostra pelas mangas parte do tecido da chemise, uma jaqueta com saia até o joelho, mangueira (estilo de meias masculinas que englobavam as pernas), codpiece (na virilha da calça, acentuando a área genital), e uma abertura de vestido (tipo capa) que era forrado e de mangas curtas. Esse vestido podia ir até o tornozelo, como as primeiras tendências, utilizada depois pelos magistrados e estudiosos, ou até os joelhos.

que revelava a camisa por junto à pele, e com mangas justas aos pulsos. O vestido era no molde corpete separado da saia. E como a moda francesa e inglesa estavam em constante diálogo, este vestido logo evoluiu para um traje equipado de espartilho e com a frente da saia exibida com um painel decorado, bordado e com pedras preciosas, preso à anágua. As mangas evoluíram rapidamente para o estilo trompete, apertado no alto braço e solto por baixo.

































