Arquivo da categoria ‘Moda Histórica’

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Moda Barroca – Parte 2

06/13/2010

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O período posterior ao puritanismo é marcado por rápidas mudanças, seguindo a restauração de Charles II na Inglaterra e a ascensão de Louis XIV na França. Se no momento anterior havia sido buscada uma suavização da rigidez do período elizabethiano, este é visto como uma transição total para livre expressão na moda. Fitas, bordados, babados e plumas envoltas em uma elegância inteligente. A silhueta é marcada pela cintura baixa, e como dito anteriormente, pelo uso de perucas como característica do traje masculino. Na cortem usava-se principalmente vermelho, azul, amarelo e verde em cetim ou veludo.

O traje masculino era marcado pela peruca, em grandes cachos que caíam até os ombros. O rosto era completamente barbeado, deixando-se apenas uma linha de bigode se assim fosse escolhido. No pescoço, o colarinho foi substituído por um lenço (jabot). As bermudas sofreram grande expansão horizontal (dando a impressão de uma saia), caindo até os joelhos e terminando em babados, fitas ou laços (cannon) – as botas foram substituídas por sapatos de baixo salto. As camisas possuíam mangas compridas e com babado, que era deixado à mostra. O traje também era marcado pelo casaco, que poderia ser alongado até o joelho ou marcado na cintura baixa por um cinto. Sob o casaco, utilizava-se um colete, que poderia ser do mesmo comprimento ou permanecer acima do joelho. Esse conjunto deixava muito pouco da bermuda visível. Na parte inferior, além das bermudas, eram utilizadas meias de cores variadas para a impressão de pernas mais longas. O traje masculino ainda envolvia o baldric, uma espécie de faixa que atravessava o corpo de um ombro até a cintura para segurar a espada e mostrar status, sendo substituída pelo cinto de espada em 1680.

O traje feminino é marcado pela cintura baixa, a expansão no volume dos ombros e pelas mangas que terminavam abaixo do cotovelo. O decote foi baixado, deixando os ombros expostos.

O cabelo caía graciosamente em cachos até o ombro, sendo repartidos até o meio até 1690, quando linhas de cachos eram empilhadas sobre a testa. Essa tendência do final do século XVII envolvia o fontage, uma espécie de chapéu com babados de rendas verticais ao lado do cabelo. O período começa com uma peça única de cor uniforme na saia ou por uma sobressaia repartida, que mostrava uma anágua ricamente bordada. A partir de 1680, entrou em moda o manteau, que não possuía um corpete e uma saia separada, mas constituía-se de uma peça que vinha dos ombros até o chão, fechando o decote dos ombros mantido anteriormente, e mantendo uma sobressaia recolhida da parte frontal por laços e fitas, que eram agrupados nas costas por sobre uma anágua de tafetá. O manteau era feito de um único comprimento que mostrava a posição social da dama, e a saia que se mantinha por baixo mostrava novos efeitos de tecido que substituíram as cores saturadas em cetim da metade do século.

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Moda Barroca – Parte 1

06/04/2010
  • O período é dividido em duas grandes tendências. Retrato aqui o período de 1600-1650. Aguardem pelo 1650-1700.
    Veja mais em Barroco e Arquitetura.

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O vestuário barroco é profundamente documentado, o que nos expõe uma variedade de tramas e estilos. Oriundo de uma disseminação em poucas décadas, o estilo acompanhava a cultura comerciante burguesa e calvinista, onde Deus manifestava sua graça no sucesso econômico. Não era mais, pois, apenas reis e príncipes que encomendavam seus retratos a grandes artistas, aqueles que financiavam a arte eram também aqueles que viam valor no ganho da sua riqueza.

Essa mentalidade influenciou também no temário das obras artísticas, não mais apenas deuses, reis ou santos, mas também os retratos de influentes famílias e cenas da vida social, focando na sobriedade eficiente e na modéstia devota. O protestantismo emerge para a brevidade da vida – os contrastes entre a luz e a sombra na obra barroca evocam a morbidade da arte em um conjunto onde morte e nascimento dançam juntos.

Quanto às vestimentas, a tendência se caracteriza pelo desaparecimento do colarinho bufante (ruff), da elevação da cintura feminina e masculina, mangas cheias e cores escuras, como reflexo de uma atitude voltada para a melancolia dos artistas, aparência desgrenhada, poses e expressões tristes.

O vestuário masculino era caracterizado extravagantemente, com muitos chapéus de abas largas e plumas. Os cabelos eram deixados até o ombro, deixando-se grandes cachos a partir dos 1630 até 1640, culminando no uso de perucas na década de 1660. O traje masculino gradualmente abandona as mangueiras (tipo de meia-calça) e adota as bermudas, caracterizando-se também pelos punhos marcados e pelos colarinhos mais soltos, caindo em rendas. O comprimento das botas ia até o joelho, acompanhadas de meias que terminavam em granes laços e rendas. No começo do século XVII, homens e mulheres elegantes podiam optar pelo uso de sapatos com um pequeno salto, com um tipo de laço ou enfeite colocado sob o peito do pé.

Quanto ao traje feminino, este era sobrepujado pelo masculino. Os cabelos das damas eram usados com uma armação para cima, tendo abaixado lentamente com a progressão do barroco, como veremos posteriormente. A roupa constituía-se da camisa de linho, do corpete, decorado com um painel que se estendia desde o decote até a cintura, do manto, da saia e sobressaia. Eram utilizadas até oito anáguas, sustentadas no farthingale.  Os pulsos eram utilizados em combinação com o colarinho, se manteve rígido (ruff) por muito tempo na Espanha e na Holanda, sendo utilizado mais livremente e com mais caimento em outros países.

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Moda Elizabetiana

03/31/2010

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A moda que dá lugar ao traje Tudor é subseqüente à ascensão de Elizabeth I ao trono inglês. Tida como a primeira rainha governante absoluta, sua corte possuía um requinte indumentário específico que bebia nas fontes do francês, italiano, espanhol e até mesmo holandês.

A moda do período é caracterizada pelo aumento da opulência, dos colarinhos bufantes (rufo), do aparecimento do farthingale (uma armação de arame) e do desaparecimento do codipiece.

O estilo espanhol era dominante sob a Europa Ocidental, exceto na França e Itália. Eram adotadas roupas pretas em ocasiões solenes, representando o grave, a formalidade do tribunal espanhol. Os estilos regionais eram distintos, entretanto.  O vestuário elizabetiano possuía grandes influências francesas e italianas nas mangas e corpetes. Outra tendência era o babado junto ao pescoço e aos pulsos, que rapidamente evoluiu para um grande colarinho, o rufo.

As mulheres usavam os cabelos afastados da orelha, escovados para trás. A moda era ter cabelos louros ou ruivos, e muitas mulheres os clareavam ou tingiam, e muitas usavam perucas naquela época. O ideal de beleza era transparecido por silhuetas longas – cintura, pernas e cabeças longas e pequenas eram apreciadas. Quanto ao traje feminino, as mangas em estilo trombeta desaparecem. A ênfase estava nos ombros de altura e largura altas, sendo uma tendência as fileiras de alças nos ombros com forros contrastantes. Os corpetes franceses, espanhóis e ingleses eram rígidos, em forma de cone (V), usados sobre os espartilhos. As blusas de gola alta eram utilizadas junto com o rufo. Os vestidos possuíam mangas atadas, entrando em moda no final do século as mangas extremamente longas. As saias eram abertas na frente, mostrando uma anágua em ricos bordados que muitas vezes acompanhavam as magas. A roupa de baixo ainda era composta de uma camisa de linho ou avental. As mulheres ainda usavam um espartilho e um farthingale ou outro tipo de suporte para dar forma às saias.

Os homens utilizavam cabelo curto, acompanhado com uma pequena barba aparada de forma pontuda. Quanto ao traje masculino, destacavam-se o uso do gibão, a camisa acompanhada do colarinho em combinação com os babados do pulso, uma jaqueta de couro geralmente sem mangas, as mangueiras (tipo de meia-calça), e por cima delas, round hose (calças em estilo balão), capas, sapatos arredondados e chapéus em forma de sino (chamado copatain).

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O Traje Tudor

02/28/2010

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O advento do Renascimento atribuiu aos reinos europeus um refinamento cortesão.  A elegância do indivíduo passa a ser valorizada como um meio de se sobressaltar como súdito querido e estimado do rei, e não mais apenas os meios derivados da “brutalidade e táticas guerreiras de espírito” da cavalaria. A figura do rei, por sua vez, é vestida e ornada em sua própria luz. O traje do século XVI é complexo, estilizado e elaborado. Contudo, não se deve esquecer que o ideal de trajes que possuímos de cada época é sempre passado através das representações dos nobres em ocasiões solenes, e existiu sempre as formas mais confortáveis do quotidiano, utilizadas também por servos, domésticos, camponeses e o populacho em geral.

Encaramos a corte Tudor aqui como um dos melhores exemplos de configuração característica deste período do Renascimento, entendendo todas as suas exasperações de influências estrangeiras, principalmente advindas da França e Espanha. O absolutismo concreto e independência política da Inglaterra gerada pela Reforma Inglesa, bem como pela competição entre os príncipes e Henrique VIII, criaram exemplos que merecem ser aqui citados.

Durante o século XVI, o Nordeste da Europa e as Ilhas Britânicas passam por uma curta era glacial que desencadeou uma estrutura de várias camadas de tecido nas roupas, como também ornamentos, tecidos pesados, cortes especializados e guarnições para que os indivíduos pudessem ser devidamente protegidos das baixas temperaturas. As linhas estreitas do período medieval são substituídas por silhuetas amplas, acompanhadas de um cuidado às mangas, com guarnições de forro e pele. Essa silhueta se mostrava cônica para as mulheres, com vestidos marcados à cintura, e se mostrava larga para os homens, principalmente na área dos ombros.

O traje masculino evoluiu da silhueta longa e estreita até a silhueta quase quadrada, com ênfase no ombro obtida através de golas e mangas largas. O traje era constituído por, basicamente, uma camisa de linho (chemise), um gibão, que deixava à mostra pelas mangas parte do tecido da chemise, uma jaqueta com saia até o joelho, mangueira (estilo de meias masculinas que englobavam as pernas), codpiece (na virilha da calça, acentuando a área genital), e uma abertura de vestido (tipo capa) que era forrado e de mangas curtas. Esse vestido podia ir até o tornozelo, como as primeiras tendências, utilizada depois pelos magistrados e estudiosos, ou até os joelhos.

Quanto aos chapéus, o barret alemão com sua borda arrebitada era muito popular, além de um chapéu similar com as bordas arredondadas. Os sapatos, tanto masculinos quanto femininos, foram usados lisos com uma cinta cortada e presa no peito do pé. A fôrma era arredondada, sendo mais tarde usada em forma quadrada. Os sapatos se tornaram mais estreitos e moldados aos pés posteriormente. Botas também eram utilizadas para, por exemplo, montar a cavalo.

Basicamente, o traje feminino era composto de um vestido longo com mangas usado sobre uma camisa de linho ou jaleco. Na França, na Inglaterra e em Flandres, o vestido medieval de cintura elevada descia até a cintura natural na frente (como na moda espanhola) e em seguida parando até uma linha V. As saias se tornaram mais elaboradas e volumosas e os espartilhos eram severamente utilizados. Existia uma variedade de chapéus, bonés, capuzes, redes e rendilhas de cabeça dependendo de cada região.

Durante a corte Tudor, assistimos a um turbilhão de mudanças e/ou contrastes na moda feminina, próprio pelo caráter cosmopolita que a corte de Henrique VIII se atribuía e muito também pela contribuição de suas esposas. É conhecido que Ana Bolena se vestia à francesa, assim como Catarina de Aragão se vestia à espanhola, tendo ambas influenciado suas cortesãs.

Quanto ao traje francês, este se apresentava com um decote quadrangular,que revelava a camisa por junto à pele, e com mangas justas aos pulsos. O vestido era no molde corpete separado da saia. E como a moda francesa e inglesa estavam em constante diálogo, este vestido logo evoluiu para um traje equipado de espartilho e com a frente da saia exibida com um painel decorado, bordado e com pedras preciosas, preso à anágua. As mangas evoluíram rapidamente para o estilo trompete, apertado no alto braço e solto por baixo.

Quanto aos penteados, a Inglaterra mostrava uma variedade composta por véus e capas que se mostravam mais ou menos estruturados. Era comum o uso de um véu solto que ocultava completamente o cabelo. O capelo, um adorno muito popular, evoluiu na França dos tempos medievais e era constituído de um chapéu arredondado simples, dependurado de forma que mostrava a parte diantera do couro cabeludo, onde os cabelos estava separados no centro e presos ou torcidos sob o véu que acompanhava o capelo. Este tipo evoluiu para uma forma mais refinada, mostrada em meia-lua, que foi adotada por Ana Bolena e que o introduziu na corte inglesa. A corte passa por um contraste de chapéus, sendo adotado tanto o capelo francês de meia lua à medida que Ana Bolena ganhava influência, como sendo adotado o capelo espigão, já tradicional no país, de pontas que vinham até o queixo ou mais abaixo e de forma triangular que escondia toda a superfície capilar.

“Notei, com deleite amargo, a crise do adorno de cabeça que o retorno confiante de Ana tinha provocado. Algumas voltaram a usá-lo ao estilo francês, que Ana continuava a usar. Outras persistiram no capelo em forma de espigão, preferido por Jane. Todas elas estavam aflitas sem saber se deviam estar no belo aposento da rainha ou no outro lado, com os Seymour.”

“Ela pôs de lado o capelo francês, o elegante adorno de cabeça em forma de meia lua que Ana introduzira ao retornar à Inglaterra. Usava o capelo na forma de espigão, como a rainha Catarina, e que há apenas um ano marcava aquela que o usasse como alguém terrivelmente deselegante, fora de moda. O próprio Henrique tinha jurado que odiava a roupa espanhola.”

(Phillipa Gregory – A irmã de Ana Bolena)

É importante ressaltar ainda que havia tipos especiais de tecidos – como o veludo púrpura, só autorizado para o status de Lord e Lady.

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Moda Medieval

09/07/2009
  • Na continuidade da saga histórica aqui começada, veremos alguns aspectos de cada miscelânea temporal, iniciando com a medieval.
    Veja mais sobre Idade Média em:  Cavaleiros Medievais.

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A moda é a tendência de consumo. São diversos estilos influenciados por questões sociais, políticas e culturais. Ela acompanha o vestuário e as maneiras de se vestir, de se comportar ou pentear.

No caso medieval, houve principalmente duas grandes tendências que influenciaram não só a moda, mas todos os tipos de arte. Trata-se do período românico e do período gótico.

O período românico predominou durante a Alta Idade Média e foi a ponte entre o estilo clássico anterior e o estilo gótico. Foi a expressão artística da expansão do cristianismo na Europa, cuja construção foi fundamentalmente religiosa.

Havia uma estreita relação entre os estilos dos primórdios da Idade Média e o estilo da indumentária religiosa que foi mantido como modelo de tradição. Os povos da Europa Ocidental adotaram o estilo das túnicas de Roma, diferente da cultura oriental bizantina. A característica comum entre todos os povos que viviam naquela época era o fato dessas roupas serem confeccionadas em casa, evoluindo das túnicas merovíngias (de comprimento até a altura dos joelhos, bordadas nas pontas e amarradas por cintos) até as ricas vestimentas da época carolíngia, com enfeites de brocado.

Vestuário Masculino:

Os homens pertencentes a classe alta no século XI usavam túnicas longas, não muito decotadas e com mangas largas (gloneles), xales ou mantos que protegiam as costas. Todas as peças sempre adornadas nos barrados. Calçavam botas (Bozerguins) , sapatos fechados bicudos e polainas (nome dado as meias na época).
No século XII os homens passaram a usar por baixo das túnicas calções soltos e nas pernas várias coberturas (pelotes) forrados de pele de animais ou seda.

Alta Idade Média - vestuário masculino

Vestuário Feminino:

As mulheres no século XI passaram a usar os longos vestidos mais acinturados. A sobreposição dos vestidos era comum, usando-se um vestido longo bem ajustado ao corpo por baixo, com mangas de modelagem seca e por cima outro vestido que poderia ser um pouco mais curto com mangas longas e caídas. O barrado bordado também era muito utilizado nos vestidos femininos. Os cabelos eram longos, usados quase sempre divididos ou meio e trançados. Algumas mulheres escondiam totalmente o cabelo usando um gorro com prolongamento até o pescoço, como é comum vermos até hoje sendo usado por algumas freiras.
No século XII A sobreposição pode aparecer também por um vestido “ tipo avental” com decote quadrado ou sobreveste copiada dos trajes dos soldados das cruzadas. As mantas e os véus são usados com frequencia sobre a cabeça enfeitadas pérolas ou colares.

Alta Idade Média - vestuário feminino

penteados

Durante os séculos XI e XII acontece uma série de mudanças sociais, políticas e econômicas na Europa Ocidental. Entre elas, destacam-se o advento das cruzadas e o renascimento das cidades e do comércio, bem como um aumento populacional.  Isso tudo contribui para desencadear novas relações entre susseranos e vassalos – incluindo as relações de servos e senhores feudais e entre estes e o rei. O quadro religioso também sofre sensíveis mudanças em resposta a austeridade do estilo românico:  através da humanidade do filho de Deus, o mundo criado pode ser louvado por sua beleza. A arte cristã “reconcilia-se” com a permanência terrena; há uma glorificação estilística das criaturas. A continuidade da arte do Ocidente, enquanto arte fundamentalmente cristã, permite a regeneração das coisas visíveis e o amor pelas criaturas divinas.

A moda surge definitivamente no século XIV, apresentando mudanças significativas no vestuário. A primeira característica marcante é bifurcação da indumentária, isto é, a diferenciação das roupas masculinas e femininas. O vestuário passa a ter um caráter ornamental e estético, ao invés da velha preocupação utilitária.

Vestuário Masculino:

A partir do século XIV os homens começaram a utilizar camisas que cobriam desde o ombro até à cintura e brial agora mais comprido e justo. Os cabelos voltaram a ser aparados e curtos e os homens utilizavam frequentemente barba e Capirotes (barrete ou gorro em forma de crista). O sapato era feito de pele de bode ou cabra. As roupas das classes dominantes ganharam muitos enfeites e acessórios, como botões e cintos ornamentados com pedrarias. Contrariamente ao que se pode pensar, o homem possuía visual mais exuberante do que a mulher.

A partir do século XIV

Há a emergência dos sapatos pontudos:

Sapato Medieval

“Quando encomendam sapatos na família, são vinte e quatro, quarenta ou cinqüenta pares de cada vez. [...] É sabido que esses ridículos sapatos de grandes pontas arrebitadas (as polônias) não suportam a lama; as compridas pontas se deformam, os ornatos perdem o brilho, e em três dias estão completamente estragados, esses sapatos que exigiram um mês de trabalho dos melhores artesãos da oficina de Guilherme Loisel, em Paris.” (Quando Um Rei Perde A França, página 104 – Maurice Druon em Os Reis Malditos)

Vestuário Feminino:

A túnica longa e flutuante usada indistintamente há séculos pelos dois sexos foi substituída por um traje feminino que perpetua a tradição do vestido longo, muito mais ajustado e decotado. Os trajes se tornaram bem mais justos, por isso, eram fechados por cordões ou abotoados dos lados. As mangas também eram justas e abotoadas do cotovelo ao punho, chegavam até o cotovelo e às vezes tinham alongamentos, em forma de faixas largas ou estreitas, que iam até os joelhos, às vezes desciam até o chão. A peça de baixo tinha uma cauda e sobre ela eram usados diferentes tipos de sobreveste (também terminando em cauda).

Mulher Medieval

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Já no século XIV era hábito das mulheres colocar uma armação de arame com formatos de coração, borboleta…. sob uma peça de tecido tornando os chapéus extravagantes. Os cabelos eram penteados para trás, escondidos, e, se cresciam na testa, eram raspados para que o chapéu fosse a atração principal. Em 1500 começa-se a usar os capuzes enfeitados com jóias e bordados. As mulheres usavam chapéus cônicos e altos chamados hennins. Era um chapéu alto de 70 a 80 ou 90 cm rodeado por véus. Havia várias espécies de hennins e mais tarde tomaram a designação vulgar de crespinas.

penteados

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De maneira geral, na segunda metade do século XIV as roupas, tanto masculinas quanto femininas adquiriram novas formas, surgindo assim algo que já podia ser chamado de moda.

Vestuário medieval
Vestuário

Após os meses de terror e de infelicidade que se acabava de atravessar durante a peste, todo mundo gastava loucamente. Sobretudo em Paris. Em volta da corte, era a demência. Pretendia-se que essa intemperança de luxo propiciava trabalho ao poviléu. Entretanto, não se via nada disso nos casebres e nas mansardas. [...]

A moda tornou-se extravagante, e o duque João, embora já com seus trinta e um anos de idade, exibia, em companhia do senhor de Espanha, cotas recortadas tão curtas que lhes deixavam as nádegas à mostra. Riam-se deles à sua passagem.”

(Quando Um Rei Perde A França, página 40 – Maurice Droun em Os Reis Malditos)


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